Interferência ou Ajuda? Como plano dos EUA para Amazônia deve desafiar Bolsonaro

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Imagem: Divulgação/Expedição Jari-Paru 2019.
Presidente dos EUA prometeu mobilizar US$ 20 bi para proteger a floresta

Recomendações que podem nortear políticas de Biden incluem combate ao desmatamento e ao crime ambiental por meio do comércio sustentável e da diplomacia. Presidente prometeu mobilizar US$ 20 bi para proteger a floresta. Entre as próximas decisões do governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está o caminho a ser seguido para cumprir uma de suas promessas de campanha que tem a ver com o Brasil: incentivar a conservação da Floresta Amazônica.

Uma lista de recomendações elaborada por sete ex-negociadores de reuniões do clima e membros de ex-governos republicanos e democratas já está nas mãos do novo governo americano. Chamado de Plano de Proteção da Amazônia, o documento está sob análise de congressistas e de John Kerry, ex-secretário de Estado no governo de Barack Obama nomeado por Biden para cuidar da política de mudanças climáticas.

O plano sugere como os Estados Unidos deveriam investir os 20 bilhões de dólares que Biden prometeu mobilizar para conservar a maior floresta tropical do mundo. A estratégia foi construída em cima de quatro pilares: financiamento público e privado; comércio sustentável; transparência das cadeias de suprimento; e diplomacia.

Embora demonstrem otimismo, os autores do plano consideram que podem encontrar resistência do lado brasileiro. Ainda durante a campanha eleitoral, quando Biden falou sobre a intenção de priorizar a Amazônia, Bolsonaro reagiu.

“Entendemos que Bolsonaro não amou imediatamente o plano de Biden. Por isso é preciso trabalhar com a sociedade brasileira, empresas, governadores e políticos que estejam interessados em fazer parcerias com os Estados Unidos”, comenta, em entrevista à DW Brasil, Nigel Purvis, ex-negociador do clima do governo americano e que prestou assessoria para a elaboração do Plano de Proteção da Amazônia.

Fonte: Uol