Ucrânia – As forças ucranianas começaram a testar, pela primeira vez em combate, exoesqueletos no front da guerra contra a Rússia. A tecnologia está sendo usada tanto em funções logísticas quanto em posições de combate na região de Pokrovsk. Um vídeo divulgado na última sexta-feira (20) pelo 7º Corpo de Assalto Aéreo mostra soldados da 147ª Brigada de Artilharia operando o novo equipamento em campo.
Os exoesqueletos são presos à cintura e às pernas, com uma estrutura que passa pelas costas e se conecta até a parte frontal dos joelhos. O sistema conta com atuadores na região do quadril, que funcionam como articulações para facilitar os movimentos. Segundo os militares, o equipamento reduz em cerca de 30% o esforço sobre os músculos das pernas, permitindo que os soldados se desloquem a até 19 km/h por distâncias de até 16 quilômetros.
Nas imagens, dois militares aparecem utilizando os dispositivos para carregar e municiar projéteis em um obuseiro autopropulsado francês CAESAR, um tipo de peça de artilharia pesada usada para disparos de longa distância, geralmente montada sobre um veículo para facilitar a mobilidade no campo de batalha.
“Todos os dias, os artilheiros enfrentam cargas físicas intensas. Eles transportam entre 15 e 30 projéteis, cada um pesando cerca de 50 kg”, afirmou o coronel Vitalii Serdiuk, subcomandante da unidade.
O modelo também chama atenção pela praticidade: dobrável, ele pode ser transportado em uma espécie de maleta e pesa aproximadamente 2 kg. De acordo com a unidade, os exoesqueletos contam com inteligência artificial capaz de se adaptar em tempo real ao peso suportado pelo corpo do soldado, com até dez modos diferentes de operação.
O 7º Corpo de Assalto Aéreo afirmou que esta é a primeira vez que um equipamento desse tipo é testado em combate por tropas ucranianas, destacando que as unidades recebidas ainda são protótipos.
Outros países também investem na tecnologia. Os Estados Unidos, por exemplo, desenvolvem projetos como o SABER, um exotraje leve voltado à redução do esforço na coluna, e o ONYX, da Lockheed Martin, que auxilia os movimentos das pernas, embora nenhum deles tenha sido adotado em larga escala até agora.
Fonte: D24am.