Brasil – O cenário político brasileiro entrou em uma nova fase após o prazo de desincompatibilização, encerrado no último sábado (4). A medida, prevista na legislação eleitoral, levou 11 governadores a deixarem seus cargos para disputar as eleições gerais de 2026, acelerando articulações e redefinindo o comando de estados em diferentes regiões do país.
A regra exige que chefes do Executivo se afastem dentro de um período específico antes do pleito, caso pretendam concorrer a outros cargos. Com isso, vice-governadores assumem as administrações estaduais em meio ao calendário eleitoral, enquanto os antigos titulares intensificam suas campanhas.
Entre os nomes que deixaram os governos estaduais, dois já despontam como possíveis candidatos ao Palácio do Planalto: Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Ambos encerraram seus mandatos e passam a concentrar esforços na construção de candidaturas à Presidência da República.
A maior parte dos ex-governadores, no entanto, mira uma cadeira no Senado Federal. Estão nesse grupo Gladson Cameli, Wilson Lima, Ibaneis Rocha, Renato Casagrande, Mauro Mendes, Helder Barbalho, João Azevêdo e Antonio Denarium.
Também integra essa lista o ex-governador Cláudio Castro, que pretende disputar o Senado mesmo após decisão do Tribunal Superior Eleitoral que o declarou inelegível até 2030. Nesse caso, a candidatura deverá ocorrer sob análise judicial.
Enquanto isso, outros governadores optaram por permanecer nos cargos para tentar a reeleição, conforme permite a legislação. Entre eles estão Tarcísio de Freitas, Raquel Lyra e Rafael Fonteles, além de outros gestores que buscam a continuidade administrativa.
Há ainda um grupo de governadores que decidiu não disputar novos cargos neste pleito e seguirá à frente dos estados até o fim dos mandatos. Entre eles estão Eduardo Leite, Fátima Bezerra e Ratinho Junior, muitos já no limite de dois mandatos consecutivos permitido por lei.
As eleições gerais de 2026 estão marcadas para o dia 4 de outubro, quando cerca de 155 milhões de brasileiros deverão ir às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos, um segundo turno está previsto para o dia 25 de outubro nos casos de disputa para presidente e governador.
Fonte: CM7