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SSP-AM descarta perseguição e afirma que Amom passou por abordagem padrão

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Manaus – A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), em conjunto com as Polícias Civil (PC-AM) e Militar (PM-AM, prestaram esclarecimentos, neste sábado (6) sobre a abordagem feita ao deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM), na avenida Autaz Mirim, zona leste da capital. De acordo o secretário de segurança Coronel Vinicius Almeida, o parlamentar não está sofrendo perseguição e, apenas passou por uma abordagem padrão durante Operação Impacto. Ele ressaltou que o deputado federal cometeu abuso de autoridade e humilhou os policiais que estavam realizando o trabalho naquela noite, se valendo do cargo parlamentar que ocupa.

Acompanhado do subcomandante da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), coronel Thiago Balbi, do subcomandante do Comando Policial Especializado (CPE), Peter Santos e do Delegado Geral Adjunto da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Guilherme Torres, o titular da SSP explicou que a abordagem realizada não apresentou anormalidade e seguiu o padrão adotado pela Polícia Militar para qualquer atitude suspeita.
De acordo o subcomandante do CPE tenente-coronel Peter Santos, ele estava no ponto de abordagem da avenida Itaúba quando foi acionado pela equipe das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam)  que estavam na Autaz Mirim, ambas na zona leste. Ele foi informado de que o deputado tinha sido abordado, não gostou e deu voz de prisão à equipe.

“Segundo relato da equipe, eles verificaram o veículo que estava com as lanternas apagadas transitando na avenida, em uma movimentação estranha, mudando de faixa e, resolveram fazer a abordagem para verificar a situação. Por algum motivo o veículo não parou logo e eles emitiram sinais sonoros e luminosos e até com gestos. Até que o veículo parou”, disse o tenente-coronel.

Ainda de acordo com o tenente-coronel, o parlamentar estava no carro com mais duas pessoas.

“Os ocupantes do carro, que segundo relato da equipe, eram três pessoas. Ele saíram do veículo e o deputado foi até a equipe e perguntou porque estava sendo abordado. Foi relatado pela equipe que seria um procedimento padrão”

O deputado recebeu a informação de que trafegava em atitude suspeita e por isso tinha sido parada, mas após verificar que estava tudo certo, ele seria liberado.

“Nesse momento, o deputado disse não ter gostado da abordagem e deu voz de prisão à equipe questionando a legalidade da abordagem. Fui chamado ao local e me apresentei ao deputado de forma cortez”.

Conforme relato ainda do tenente-coronel, o deputado federal confirmou que não gostou da forma que foi abordado e disse que deu voz de prisão à equipe. Diante do fato, Peter Gabriel sugeriu que todos fossem a Corregedoria relatar os fatos e abrir procedimento caso fosse necessário.

“O deputado discordou e disse que se eu não obedecesse também seria dado voz de prisão a mim. Entrei em contato com o Comando e nesse momento o subcomandante geral da Polícia Militar se fez presente no local para tentar solucionar o caso.”

O subcomandante-geral da PM-AM, coronel Thiago Balbi, relatou que estava no ponto de abordagem da avenida Itaúba quando foi acionado para tentar ajudar. Ao chegar ao local foi informado por Amom que tinha dado voz de prisão à equipe e que também tinha dado voz de prisão ao tenente-coronel Peter por não atender o pedido de prisão da equipe que o abordou.

“Ele disse que a lei deveria ser cumprida, então sugeri que fosse feito os procedimentos cabíveis. Amom relatou que tinha falado com  o secretário e que todos iriam para a delegacia”

O Secretário de Segurança coronel Vinicius, afirmou que recebeu ligações do coronel Balbi e também do deputado federal. Ele mesmo quem encaminhou todas as autoridades policiais e o deputado para o 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foi aberto um inquérito para averiguar o caso.
O Coronel Vinicius Almeida, afirmou que Amom Mandel passou por um procedimento padrão, realizado em qualquer cidadão que é parado em uma operação.

“A abordagem faz parte da rotina da Polícia Militar em que qualquer cidadão, qualquer pessoa pode ser abordada. Inclusive eu como já fui abordado várias vezes. Não há algo demais em ser abordado pela polícia. É um trabalho previsto de nós fazermos a prevenção para o povo do Amazonas”, esclareceu o secretário.

O secretário disse ainda que ficou surpreso com o vídeo divulgado nas redes sociais do parlamentar de que estaria sendo perseguido.

“Fiquei surpreso com a declaração do parlamentar. Ninguém sabia o modelo do carro dele. A operação era de conhecimento da população e dos veículos de comunicação. Foi feita uma ampla divulgação”

“Não é uma abordagem policial do dia a dia que vai nos tirar o foco do trabalho das instituições. Mas o respeito é importante. A Polícia Militar tem 186 anos. A ROCAM é um patrimônio da segurança pública”, finalizou o secretário.

Em nota Amom Mandel informou que a abordagem policial truculenta foi relatada à Polícia Federal e foi apensada como parte de uma investigação de suposto envolvimento de membros da Segurança Pública do Amazonas com organizações criminosas.

Fonte: D24am.