Ministra Damares Alves está em Dubai em busca de recursos para projetos no Marajó

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Futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, fala à imprensa no CCBB. Ela também ficará responsável pela Funai.

Gerar oportunidades de negócios e atrair investimentos internacionais para proporcionar o desenvolvimento socioeconômico dos municípios do Marajó. Estes são os objetivos gerais da Expo Marajó, que ocorre entre os dias 10 e 19 de dezembro de 2021, no Pavilhão Brasil da Expo 2020 Dubai. Os visitantes da feira internacional terão acesso a uma carteira de projetos e a produtos regionais que poderão ser exportados para todo o mundo.

A ministra Damares Alves estará em Dubai, nos Emirados Árabes, para participar do evento. “Os investimentos internacionais poderão colaborar para mitigar os efeitos das alterações climáticas, aproximar povos e culturas em prol da prosperidade local, promover a inclusão e a preservação da Amazônia, além de garantir acesso a direitos e serviços que a população ainda busca”, destacou.

O arquipélago do Marajó é composto por 2,5 mil ilhas divididas entre 16 municípios com uma população total de cerca de 570 mil habitantes. A região tem grande potencial de investimento em áreas como infraestrutura, bioeconomia, economia circular, inovação e turismo. No entanto, atualmente, apresenta um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país possui oito municípios entre os 50 com pior IDH.

O Governo Federal vem trabalhando para mudar este cenário. Desde 2020, já investiu cerca de R$ 950 milhões com o auxílio emergencial. Por meio do Programa Abrace o Marajó, coordenado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, ainda prevê investir, até 2023, R$ 720 milhões e quer atrair ainda mais recursos com a exposição internacional.

A Expo Marajó, que é patrocinada pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), será uma oportunidade de apresentar um novo modelo de desenvolvimento sustentável da Amazônia, partindo da preocupação com a violação de direitos humanos que ocorrem na região principal fundamento do Programa Abrace o Marajó. Quem ganha com a iniciativa é a própria população local. “Preservar a Amazônia é fundamental, promover o bem-estar do povo que mora ali também. O mundo inteiro irá se encantar pelo Marajó”, disse o diretor do programa, Henrique Villa.

Um portfólio com oito projetos a serem executados no Marajó serão fomentados na exposição com o objetivo de atrair investimentos. A estimativa é de que, juntos, possam receber cerca de R$ 15 milhões em recursos – que seriam voltados para a organização e fortalecimento da cadeia produtiva de açaí, da criação de búfalos, no apoio a criação de animais pelos povos e comunidades tradicionais e na produção de alimentos, na geração de energia verde (eólica), no combate à desnutrição infantil e no cultivo de peixes.

Além disso, em encontros de oportunidades ainda serão apresentados projetos que visam melhorar a infraestrutura local, como o projeto do Anel Rodo-Hidroviário e da Ponte Marajó (Belém-Marajó Macapá-Oiapoque), que será um grande vetor de desenvolvimento regional e expansão social e econômica da região.