Um homem que exercia ilegalmente a profissão de médico veterinário no Distrito Federal teve o registro anulado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-DF) após a descoberta de que ele comprou diploma e o vinculou, de forma fraudulenta, a uma instituição privada de ensino superior em São Paulo.
Mesmo sem formação legítima, Ronald Patrich Teixeira, 46 anos, atuou por anos como anestesista, uma das funções mais sensíveis e arriscadas da prática veterinária.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ele se apresentava como médico veterinário desde, pelo menos, 2020. Além de atuar profissionalmente, ele afirmava ser proprietário de uma clínica veterinária no Guará (DF).
Ronald teria arrendado um hospital veterinário na Asa Sul, mas perdeu o controle do estabelecimento após deixar de pagar despesas básicas e profissionais que atuavam no local. O imóvel acabou retornando aos antigos donos da clínica.
O esquema do homem começou a ruir após veterinários que trabalhavam com ele desconfiarem de sua conduta profissional, especialmente diante de casos clínicos mais complexos. As suspeitas foram levadas ao CRMV-DF e à PCDF, que instaurou inquérito para verificar a autenticidade do diploma apresentado por Ronald.
Durante a apuração, a universidade citada no documento negou qualquer vínculo acadêmico com o investigado. Diante da confirmação da fraude, o CRMV-DF foi formalmente notificado e anulou o registro do falso veterinário.
Em portaria oficial, o conselho determinou que a punição tenha efeito retroativo, o que significa que, do ponto de vista legal, Ronald nunca esteve regularmente inscrito na profissão. O CRMV também solicitou a notificação do Ministério Público, para que outras providências sejam adotadas.
Segundo a legislação brasileira, o uso de documento falso e o exercício ilegal da profissão são crimes. Em caso de condenação, o envolvido pode ser penalizado com reclusão de 2 a 6 anos, além de multa.